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terça-feira, 1 de março de 2011

A verdadeira alegria


A verdadeira alegria


Murah Rannier Peixoto Vaz
Onde está o que dizem ser a “Verdadeira alegria”? Todos querem esta resposta e por isso saem procurando por aí, andando pelos quatro cantos.
Alguns nunca a encontraram, outros quando julgam tê-la encontrado, vêem que tudo não passou de uma farsa. Na verdade não era alegria, mas sim uma ilusão. Assim ocorre na vida de muitos que pensam ter encontrado esta alegria, mas a realidade é que essa alegria é passageira. E mesmo assim as pessoas continuam com a farsa por muito tempo, se iludindo com a bebida, as drogas, o sexo desregrado, enfim uma vida totalmente depravada e sem sentido.
Quem já encontrou a “Verdadeira alegria” não a deixará jamais, na verdade, sentirá um grande prazer em mostrá-la para todos, afim de que também possam sentir esta “Verdadeira alegria”, esta “Felicidade Autêntica” que lhes move interiormente e extravasa exteriormente.
Felicidade que só se encontra em Jesus!
Felicidade que vem do Espírito Santo!
Felicidade que vem a nós através do Amor do Pai Celeste!
Quem sente isto não se ilude, não se engana, não precisa de nenhum alucinógeno, nem de cheirar algum ou fumar um doidão! Não quer nem saber de bebidas e mesmo sem beber vão julgá-lo embriagado, tamanha a sua alegria. Embriagado sim, mas do Espírito Santo!!!
Esta “Verdadeira alegria” é fácil de encontrar. Por mais que não pareça, é muito mais fácil do que se imagina, pois ela está na Igreja, está na Eucaristia, está no irmão, e está dentro de você, pois você é Templo do Espírito.
E aí, vai um pouquinho desta “Verdadeira alegria”???
Ah, porque não!?!
Experimenta!!!
Experimenta!!! Experimenta!!!


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

ROSTO DIVINO DO HOMEM, ROSTO HUMANO DE DEUS.



A face de Jesus no Evangelho de Marcos.

Murah Rannier Peixoto Vaz

Do início, em seu primeiro versículo, até o final do Evangelho, Jesus o “Filho de Deus” é uma afirmação que perpassa o texto de Marcos. Percebe-se nisso a nítida intenção de que reconhecer que Jesus é o “Filho de Deus” é uma das finalidades do Evangelho de Marcos e a face de Jesus mais marcante em todo o seu texto.


O Jesus de Marcos vem fazer oposição ao Imperador Romano, destaque para essa oposição é dizer que Jesus é o “Filho de Deus”, atributo dado ao Imperador. Marcos ressalta também um Jesus cuja face é sua entrega pelo povo para a salvação de seus pecados. Diferentemente do Imperador Romano que só cuida de seus interesses particulares.

Bem no coração do Evangelho, Jesus pergunta a seus discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” (8, 27). Na resposta dos discípulos é notória a confusão que o povo e mesmo os próprios discípulos de Jesus faziam a respeito de sua pessoa. Parece ser o fracasso de Jesus, mas Pedro toma a palavra e diz: “Tu és o Cristo”, quer dizer o messias enviado por Deus para salvar seu povo.

O Evangelho de Marcos parece ser o mais milagreiro, ao todo são 18 milagres, entre eles quatro exorcismos de espíritos impuros, os quais reconhecem Jesus como o “santo de Deus” (1, 24) e o filho do “Deus altíssimo” (5, 7). Tal reconhecimento por seres como os demônios vem comprovar a identidade divina de Jesus.

Porém, na segunda parte do Evangelho há um Jesus diferente, apresentado como o “filho do homem”, um tanto quanto misterioso e ligado a figura do “Servo sofredor” do livro de Isaías. Aparentemente, Marcos usa esse termo para apresentar a dupla natureza de Jesus, todo Deus e todo homem. Enquanto Deus aquele que vem assumir sobre si a redenção da humanidade, mas enquanto homem oferecendo-se em sacrifício, passando pelo sofrimento, rejeição e a morte, mas finalmente vencendo a morte e ressuscitando ao 3º dia.

Marcos partilha com os leitores as emoções de Jesus, seus sofrimentos, sua fraqueza, sua esperança e no capítulo 14, 32 o medo de Jesus diante do sofrimento e sua angústia perante a morte. Mas ao mesmo tempo, Marcos apresenta um Jesus que impera (dá ordens) à doença, à morte, aos demônios, aos homens, às forças da natureza.

Outras particularidades que podem ser vista como atributos que apresentam a nós o rosto de Cristo e sua personalidade no Evangelho de Marcos:

O ungido do Espírito Santo (1, 10).

Aquele que ensina com autoridade (1,22) e age com autoridade (4, 41).

Dependendo da tradução - Irado/ compadecido (1, 41).

Alguém que toca e se deixar tocar pelas pessoas (1.41 e 5.27)

Um Jesus em tudo humano que come, bebe, tem fome e fica exausto (2.16; 15.36; 11.12; 4.38-39);

Mestre (6, 2; 11,21; 14,45).

Homem da caridade (9, 41).

Carpinteiro, filho de Maria (6, 3).

O rei que expulsa os seus adversários (3, 13-19; 6, 7-13 ).

Rei dos Judeus (15, 16).

Cidadão (12, 17).

Senhor de Davi (12, 37).

Homem da oração (14, 32).

Conclui-se que a divindade de Jesus é especialmente realçada pela sua humanidade. É como dito por Leonardo Boff, “Alguém tão humano só podia ser divino”.

Bibliografia:

Bíblia Edição Pastoral, 57ª Impressão, outubro de 2005.

Bíblia de Jerusalém, 5ª Impressão, São Paulo: Paulus, 2005.

Bíblia Sagrada - Tradução da CNBB, 2ª Edição, Várias Editoras, 2002.

SCHIAVO, Pe. Luigi. Seguidores de Jesus – O caminho dos discípulos a partir do Evangelho de Marcos. Livreto publicado pela Arquidiocese de Goiânia, Goiânia, 2006.