domingo, 3 de abril de 2016


DOMINGO DA MISERICÓRDIA



Esse domingo é chamado de domingo da misericórdia, também estamos vivenciando o ano da misericórdia instituído pelo Papa Francisco. Sobre a misericórdia ela pode ser aplicada em diversas realidades, à todas as pessoas e aos erros e pecados que cometemos. Porém, gostaria de falar sobre a misericórdia em um de seus aspectos, o qual o Papa Francisco deu à todos os padres do mundo nesse ano santo da misericórdia a concessão de retirar a excomunhão e dar a absolvição sacramental em casos de ABORTO provocado àqueles que o realizaram ou que colaboraram de alguma forma para que ele ocorresse. Também se enquadra aqui o uso da PÍLULA DO DIA SEGUINTE.

O aborto é um pecado gravíssimo e que leva à excomunhão da vida sacramental e da própria Igreja. Excomunhão essa que é latae sententiae, ou seja, automática, não precisando que ninguém tome conhecimento ou que seja declarada por ninguém. Porém, a excomunhão, apesar de muitas vezes incompreendida, é um ato medicinal da Igreja para que a pessoa perceba a gravidade de seu erro e assim volte atrás, arrependa-se e busque o perdão e a reconciliação.

Uma vez retirado o vínculo de excomunhão e recebida a absolvição sacramental a pessoa está novamente admitida à comunhão da Igreja e à comunhão sacramental, porém, é convidada à um processo de conversão.

Nesse domingo da Misericórdia, conclamo que aqueles e aquelas que colaboraram ou realizaram esse ato, aproveitem para recorrer ao perdão divino por meio do sacramento da confissão e voltem novamente à plena comunhão com Cristo e com a Igreja.

Assim diz-nos João Paulo II: “Com a autoridade que Cristo conferiu a Pedro e aos seus Sucessores, em comunhão com os Bispos — que de várias e repetidas formas condenaram o aborto e que, na consulta referida anteriormente, apesar de dispersos pelo mundo, afirmaram unânime consenso sobre esta doutrina — declaro que o aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente. (...) Tal doutrina está fundada sobre a lei natural e sobre a Palavra de Deus escrita, é transmitida pela Tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal” (João Paulo II, Encíclica “Evangelium vitae”, n. 62).

Para aqueles que se arrependem existe esperança, mesmo depois de nossos erros, existe perdão e salvação mesmo depois de nossos pecados.

QUE A MISERICÓRDIA DE CRISTO ENVOLVA A TODOS NÓS E NOS DÊ NOVO ÂNIMO EM NOSSA CAMINHADA DE VIDA E DE FÉ!


Att. Pe. Murah Rannier Peixoto Vaz