terça-feira, 12 de setembro de 2017

QUANDO A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, A OFENSA E O CRIME SE TRAVESTEM DE ARTE

Convido à todos para uma reflexão sobre a intolerância religiosa e o crime de escárnio com símbolo religioso e ofensa à fé de outrem provocado pela exposição “Queermuseu” promovida pelo Banco Santander que deveria ficar em cartaz de 15 de agosto a 8 de outubro e que foi fechada no último domingo após forte mobilização e indignação popular. A questão se torna mais grave quando se utiliza dinheiro público captado via lei Rouanet para ofender direitos individuais e coletivos.

Naquela exposição diversos símbolos cristãos como imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santíssima Virgem Maria foram alvo de afrontas e, inclusive, a Sagrada Eucaristia, foram vilipendiados, escarnecidos, e serviram de motivo de deboche e zombaria. Entre tantas coisas ofensivas e blasfemas, uma imagem representava Nossa Senhora carregando nos braços um chimpanzé no lugar de Jesus Cristo e nas partículas idênticas à Eucaristia estavam escritos em vermelho nomes dos órgãos genitais, palavras chulas, e de outras partes do corpo.


Depois da indignação e a ação de diversos cidadãos e grupos católicos, outros cristãos, e políticos conservadores se mobilizando pelo boicote ao Banco Santander, o que levou ao fechamento de mais de 100 mil contas correntes nessa instituição bancária ao longo de 48 horas, o próprio banco reconheceu a ofensa que a exposição realizava: “no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição “Queermuseu” desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo”. Apesar do pedido de desculpas e do reconhecimento, a mesma nota pública dava mostras de que continuaria realizando esse tipo de ações e, de tal modo, não foi convincente e não é suficiente para minimizar o ocorrido.

A liberdade de expressão pressupõe responsabilidade e quem promoveu essa exposição, assim como outros que fizerem ato semelhante devem se responsabilizar perante pelos seus atos. O Código Penal brasileiro prevê:

  • “CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO
  • Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo
  • Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:
  • Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa”.


Entretanto, o cancelamento da exposição por parte do banco levou a protestos de alguns grupos irresponsáveis e que colaboram com este crime, acusando os cristãos de perseguição religiosa, de intolerância e de preconceito. Velha e conhecida tática do “acuse-os daquilo que tu mesmo fazes”.

Quem é que estava com sentimento de ódio mesmo? A ofensa a símbolo religioso é crime tipificado por lei e isso não está sujeito à opinião ou interpretação pessoal é uma realidade concreta e não abstrata. Existem realidades passíveis de confronto de opiniões e há realidades às quais existe um quadro legal que o regula. Tal crime jamais poderá ser chamado de arte.

Outro ponto passível de se criticar nessa exposição era o fato de estar aberta ao público infanto-juvenil e de terem sido distribuídos panfletos nas escolas convidando as crianças para participarem, sendo que ali havia imagens pornográficas, incitação à erotização infantil, pedofilia, representações de pinturas, esculturas e fotografias de ato sexuais hétero, homo e zoófilo, muita coisa que não se convém republicar. Além da posterior distribuição de um catálogo com todas as peças paras as crianças e um caderno do professor para os professores acompanhantes. Some-se a tudo isso o cúmulo da existência de uma espécie de “interação” onde as pessoas, inclusive crianças poderiam vestir uma vestimenta conectada a outra pessoa também com a vestimenta onde poderiam se tocar mutuamente os seus corpos para perceberam as diferenças de gênero.




A sociedade não pode mais se calar e permanecer “deitada eternamente em berço esplêndido”, os cristãos, católicos ou não, não podem se calar diante desse tipo de ofensa. Não é a primeira e nem a última vez. Muita gente se lembra ainda dos crimes realizados no Rio de Janeiro quando o Papa Francisco veio ao País e alguns grupos se masturbaram com imagens de Jesus crucificado e de Nossa Senhora das Graças, introduzindo-as em seus órgãos reprodutores e excretores entre tantas outras barbaridades semelhantes já vislumbradas. Essas obras chocantes não são novas, são quase todas antigas e, infelizmente, já foram expostas em outros locais e, agora reunidas nessa exposição, mais uma vez vieram a fazer a sua ação de intolerância, ofensa e blasfêmia. O escárnio disfarçado de arte traveste o crime de ofensa e intolerância religiosa. Que desta vez a lei não se omita em ser aplicada.

Portanto, convido a todos a assinarem o abaixo assinado de repúdio ao Banco Santander e aos realizadores dessa exposição intolerante, blasfema, e altamente ofensiva por meio deste link: http://citizengo.org/pt-br/node/88583?m=5

Att. Pe. Murah Rannier Peixoto Vaz

Para sua própria verificação, veja: 

domingo, 3 de abril de 2016


DOMINGO DA MISERICÓRDIA



Esse domingo é chamado de domingo da misericórdia, também estamos vivenciando o ano da misericórdia instituído pelo Papa Francisco. Sobre a misericórdia ela pode ser aplicada em diversas realidades, à todas as pessoas e aos erros e pecados que cometemos. Porém, gostaria de falar sobre a misericórdia em um de seus aspectos, o qual o Papa Francisco deu à todos os padres do mundo nesse ano santo da misericórdia a concessão de retirar a excomunhão e dar a absolvição sacramental em casos de ABORTO provocado àqueles que o realizaram ou que colaboraram de alguma forma para que ele ocorresse. Também se enquadra aqui o uso da PÍLULA DO DIA SEGUINTE.

O aborto é um pecado gravíssimo e que leva à excomunhão da vida sacramental e da própria Igreja. Excomunhão essa que é latae sententiae, ou seja, automática, não precisando que ninguém tome conhecimento ou que seja declarada por ninguém. Porém, a excomunhão, apesar de muitas vezes incompreendida, é um ato medicinal da Igreja para que a pessoa perceba a gravidade de seu erro e assim volte atrás, arrependa-se e busque o perdão e a reconciliação.

Uma vez retirado o vínculo de excomunhão e recebida a absolvição sacramental a pessoa está novamente admitida à comunhão da Igreja e à comunhão sacramental, porém, é convidada à um processo de conversão.

Nesse domingo da Misericórdia, conclamo que aqueles e aquelas que colaboraram ou realizaram esse ato, aproveitem para recorrer ao perdão divino por meio do sacramento da confissão e voltem novamente à plena comunhão com Cristo e com a Igreja.

Assim diz-nos João Paulo II: “Com a autoridade que Cristo conferiu a Pedro e aos seus Sucessores, em comunhão com os Bispos — que de várias e repetidas formas condenaram o aborto e que, na consulta referida anteriormente, apesar de dispersos pelo mundo, afirmaram unânime consenso sobre esta doutrina — declaro que o aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente. (...) Tal doutrina está fundada sobre a lei natural e sobre a Palavra de Deus escrita, é transmitida pela Tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal” (João Paulo II, Encíclica “Evangelium vitae”, n. 62).

Para aqueles que se arrependem existe esperança, mesmo depois de nossos erros, existe perdão e salvação mesmo depois de nossos pecados.

QUE A MISERICÓRDIA DE CRISTO ENVOLVA A TODOS NÓS E NOS DÊ NOVO ÂNIMO EM NOSSA CAMINHADA DE VIDA E DE FÉ!


Att. Pe. Murah Rannier Peixoto Vaz

sábado, 25 de outubro de 2014



Um trecho do artigo do Pe. Luiz Carlos Lodi (quem não o conhecer, procure no google por ele), um dos maiores defensores da vida no Brasil e grande estudioso da Bioética:


"O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?

Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”[4].

4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?

Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso do Candidato Petista, que “indicará que o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §1º[5]).

5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?

Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[6].

6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?

Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.

7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM…

Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.



8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando…

Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.


9. Houve políticos que deixaram o PT e se filiaram ao Partido Verde (PV). Os cristãos podem votar neles?

Infelizmente não. Ao deixarem o PT e se filiarem ao PV, eles trocaram o seis pela meia dúzia. O PV é outro partido que exige de seus filiados a adesão à causa abortista. Seu estatuto diz: “São deveres dos filiados ao PV: obedecer ao Programa e ao Estatuto” (art. 12, a )[7]. E o Programa do PV, ao qual todo filiado deve obedecer, defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez”[8].


10. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?


Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: “O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.” Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.


PT: Partido ou Religião?


Quando um cidadão encontra o Partido dos Trabalhadores, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.


A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será “votar nos candidatos indicados” pelo Partido. (Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 05/10/2007, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que “pertence ao partido” (art. 69, inciso I). A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).


Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves.


Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade (“que todos sejam um”), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partido, são expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em “tendências” (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o “casamento” de homossexuais ou a legalização do aborto, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 “caput”), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz.


Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de aborto, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao aborto, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.


Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo.


Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana, após a queda da União Soviética.


Se sou petista, não quero saber por que durante anos nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, ousou propor um projeto de lei antiabortista. Nem me interessa questionar a punição de dois deputados que ousaram apresentar propostas legislativas pró-vida.


Se sou petista, pouco me importa que Dilma Rousseff defenda a legalização do aborto como “questão de saúde pública”[9]. Muito menos que Dilma e Lula tenham assinado em dezembro de 2009, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, que defende a descriminalização do aborto, o reconhecimento da prostituição como uma profissão, a união civil de pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por duplas homossexuais[10].


Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido.


Agora, uma pergunta final, com vistas às eleições de outubro: pode um cristão votar no PT? Só há um jeito: trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.


Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:

– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)

– ou por opção pessoal.

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Anápolis, 12 de julho de 2010.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.

[1] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.

[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75."

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Quanto tempo é necessário viver para se tornar inesquecível?






Heather e Patrick Walker são um jovem casal que recebe com total felicidade a notícia de que eles iam ser pais, um terceiro filho estava a caminho e seria um menino. A ilusão da gravidez encheu de felicidade para a mulher que esperava ansio...samente a seu pequeno, mas a história tomou um rumo inesperado quando, depois de testes em 16 semanas de gestação os especialistas informaram os futuros pais que seu pequeno sofria de anencefalia, uma doença congénita que impediria sobreviver após o nascimento.




A família teve tempo para se acostumar com a idéia de que pelo menos compartilhariam o tempo de gestação com seu pequeno e o dia do seu nascimento seria um grande evento onde também teriam a oportunidade de dizer adeus a ele. Por isso, contactaram uma organização sem fins lucrativos chamada "Now I Lay Me Down To Sleep" para que um fotógrafo profissional participasse do nascimento da criança e registrasse as imagens deste dia especial, para nunca mais esquecê-lo e vivê-lo da maneira mais íntima e amorosa possível .


O bebê nasceu em 15 fevereiro de 2012 em Memphis Tennessee, recebeu o nome de Grayson James Walker e viveu apenas oito horas após o nascimento. O pequeno sofria de uma doença congênita que dá poucas expectativas de vida, pois a anencefalia é uma doença congênita que afeta o cérebro e a configuração individual dos ossos do crânio que rodeiam a cabeça. No entanto, o tempo em que ele viveu após o nascimento foi um dom da vida que os seus pais aproveitaram para ter momentos mais que especiais com seu filho, já que tiveram a oportunidade de beijá-lo, abraçá-lo e dar-lhe o seu primeiro banho juntos no quarto do hospital .

Toda a história é comovente e reflete um amor eterno desses pais pelo seu bebê, por isso é difícil entender por que depois Heather foi censurada quando fez o upload (a postagem) de imagens do seu pequeno já falecido para o Facebook a fim de compartilhar com suas famílias e amigos, todo o álbum de fotografias foi deletado sem aviso ou explicação e, em seguida, a sua conta pessoal na rede social foi fechada e apagada. A mulher explica:


"Pouco depois o Facebook apagou as fotos, devido ao conteúdo. Eles permitem que as pessoas postem fotos quase nuas, palavrões e outras coisas, mas eu não estou autorizada a compartilhar uma foto da bela criação de Deus".

As políticas desta comunidade virtual indicam que se deve respeitar certas normas da comunidade, por isso podem remover as informações consideradas ofensivas nas categorias de nudez e pornografia, violência gráfica, discurso de ódio, flagelação, violência, intimidação e ódio, invasão de privacidade, propriedade intelectual, material indesejado, é por isso que os pais não entendem dentro de qual dessas categorias podem ser colocadas as fotos do menor de seus filhos, algo que os entristeceu profundamente já que tinham a intenção de que a maior quantidade possível de pessoas soubessem que seu filho passou por este mundo.



Nas palavras de seu pai :


"Meu filho viveu por quase oito horas, e fez nesse curto espaço de tempo o que eu jamais poderia ter feito mesmo em uma centena de vidas. Isso é incrível. "


Traduzido por Murah Rannier Peixoto Vaz

Texto extraído de: http://pequelia.es/75975/facebook-censura-a-una-madre-que-subio-fotos-de-su-bebe-con-anencefalia/






quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ipameri - Seu povo, sua história...

Isaías Alves de Holanda

Texto de Wanda Holanda e João Holanda, a quem agradecemos a disponibilidade em ceder-nos as fotos e estas preciosas informações.
 
 
O jovem ISAÍAS ALVES DE HOLANDA, natural do Maranhão, deslocou-se para a antiga capital, cidade de Goiás (“Goiás Velho”), constituindo família naquele município. Posteriormente, partiu dali com o 6º BC, quando de sua transferência para a cidade de Ipameri. A maior prova que a família já estava no começo da década de 20 em Ipameri são seus filhos, ainda vivos, que ali nasceram: sua filha Dulce, nasceu em 1923 e seu filho, o Arquiteto aposentado João de Holanda, em 1926.
Provalvelmente, se trate da chegada das tropas do 6º B.C.

 
 
Como era militar, Isaias constantemente era transferido e a família sempre que podia o acompanhava. De tal modo, no fim da década de 20, residiram em Avaré (cidade do interior de São Paulo); logo após, Isaías foi sozinho para o Rio de Janeiro para fazer um curso; mais tarde, foi transferido para Lorena (Vale do Paraíba- São Paulo), para servir no 5º RI, ali permanecendo sem seus familiares. Nesta época, aconteceu a Revolução Constitucionalista de 32, onde combateu por São Paulo. Curiosamente, do outro lado estava seu irmão, Vitor de Holanda, que fazia parte da banda do 6º BC, defendendo a Federação. Felizmente, nada aconteceu aos dois. Em 1933, Isaías continuou residindo em Lorena, mas agora com toda a família reunida. Na década de 40, Isaías entrou para a reserva e voltou a residir em Ipameri. Entretanto, em princípios de 1943 voltou à ativa, no quadro de Auxiliar de Oficiais. Agora como Tenente, deixa em definitivo a cidade de Ipameri para servir na 7ª CR, localizado em Goiânia, a nova capital goiana. Mais tarde, vai para São Paulo onde falece na década de 60.

A mãe de Isaías era Amélia Alves de Holanda, natural do Ceará, tendo falecido na década de 40 em Ipameri. Isaías era casado com Benedita Alves de Holanda, natural da cidade de Goiás, cujo sobrenome de solteira era Bastos. Isaías e Benedita tiveram os filhos: Wilson, nascido na cidade de Goiás, e que faleceu aos 22 anos de idade, Dulce e João que residem em Sorocaba - São Paulo.

Dona Benedita tinha uma grande amiga em Ipameri, cujo nome era Nagibe Daher, inclusive faz parte do acervo do Arquiteto João de Holanda, uma foto com dedicatória, onde aparecem além de Dona Nagibe, seu marido Serafim e o filho José; a foto é de Goiânia, ano 1958, pois ela também como Dona Benedita (apelido Nenê), havia se mudado para lá. Foi de sua mãe, Benedita, que o Arquiteto João de Holanda herdou um álbum bem antigo, sendo que posteriormente todas as fotos foram passadas para um novo. Essas fotos estavam agrupadas por local (dificilmente há anotações nas fotos), mas por estarem agrupadas é que a foto da “pedra fundamental”, salve melhor juízo, é relacionada com Ipameri.
Lançamento de pedra fundamental em Ipameri. Desconhece-se do que se trata.
O 1º à esq. é João Holanda e seus amigos do curso do Ginásio de Ipameri.

 
Casa em que a família residiu em Ipameri.






 
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

POR UM BRASIL SEM ABORTO



 
Murah Rannier Peixoto Vaz





As feministas se dizem a favor dos direitos das mulheres, mas são também a favor do aborto. Ora, que incongruência é essa? Mundo afora grande parte dos abortos são realizados logo depois que o médico dá a notícia: “É uma menina”. Em todo o mundo, milhares de bebês são abortados nos ventres de suas mães simplesmente por serem do sexo feminino. Apenas na índia foram 50 milhões só por serem mulheres.


Uma pesquisa do Banco Mundial aponta que: “(...) a cada ano são praticados 1,5 milhão de abortos seletivos de meninas (...)”. Ainda assim, o movimento feminista luta para afirmar que o aborto é um direito das mulheres e se esquece dos direitos das mulheres que ainda não nasceram. Outro fator esquecido é que o aborto ao final das contas é uma ação de efeito duplo, onde, além do agredido (criança abortada), o agressor (a mãe) também se torna uma vítima com sérias conseqüências psicológicas que lhe acompanharão enquanto bloqueios e traumas para o resto de sua vida.

 

Muitas mulheres notam e notaram no decorrer dos tempos esse pseudo-discurso, a hipocrisia e o desvio ideologico do atual movimento feminista. Uma das mais proeminentes e famosas é Margareth Thatcher. Essa mulher ocupou um dos mais altos postos de governo do mundo, como primeira ministra britânica. Nem por isso endossou, aprovou ou aliou-se aos ideais do movimento feminista por perceber suas falácias.

 

Infelizmente, o movimento feminista é um dos grandes defensores do aborto e opositores do movimento pró-vida e isso deve ser conhecido e reconhecido por todos que fazem parte do pró vida. Gianna Jessen que o diga. Sobrevivente de um aborto realizado através da injeção de um ácido a base de sal e que envenena o bebê que o engole, além de provocar queimaduras na pele. Quando a mãe de Gianna tentou abortá-la ela estava com 7 meses e mesmo prematura, com algumas queimaduras na pele, conseguiu sobreviver do aborto químico e teve mais sorte que outros, pois acabou não sendo jogada no lixo ou assassinada como ocorre com muitos que sobrevivem. Desse modo, Gianna teve a chance de viver e bradar contra esse crime injusto e inconseqüente que se chama ABORTO, além de demonstrar a mentira daquelas que se dizem defensoras do direito das mulheres.


 Mas o que ocorre quando se apresenta um projeto como o do “Estatuto do Nascituro”, que visa dar possibilidades de acesso a psicólogos para mulheres violentadas, de auxílio financeiro àquelas que queiram ter seus filhos e garantir um projeto sério para disponibilização de bebês para adoção daquelas que quiserem levar a gestação até o fim, mas não querem criar os bebês? Infelizmente, uma pequena parcela inicia um inflamado e falso discurso ideológico. Deturpam o verdadeiro teor do projeto, falam e esbravejam sobre o projeto como se ele fosse um mal para as mulheres. Mas a maioria nem sequer teve a honestidade de lê-lo, pois fica óbvio que muitos não leram o projeto e o desconhecem totalmente, tal as falas que às vezes expõem nas mídias sociais. 

 

Continuemos lutando contra a PLC 03/2013 que sorrateiramente visa aprovar o aborto em nosso país, mas também a favor do Estatuto do Nascituro. Já que existe o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto do Idoso e recentemente foi aprovado o Estatuto da Juventude, porque não o Estatuto do Nascituro? A vida deve ser defendida e ter os seus direitos e sua dignidade próprias garantidas em todas as instâncias e estágios da vida humana.

Por isso faço um convite: EI, JUVENTUDE FEMININA...

Não tenha medo, vergonha ou receio de defender a vida e de acreditar no direito de viver que tem todo ser humano, inclusive o nascituro.

 

 

BIBLIOGRAFIA

Discurso de Gianna Jessen – Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=NrIG_pOom10


Veja mais sobre quem é Gianna Jessen: http://es.wikipedia.org/wiki/Gianna_Jessen



Página no facebook de Gianna Jessen: https://www.facebook.com/pages/Gianna-Jessen/66792595148

Mulher questiona senadores brasileiros sobre o aborto: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=N08kBi6EHps







 

 


sexta-feira, 19 de julho de 2013

CAUSA E EFEITO





Murah Rannier Peixoto Vaz

Sob um exemplo simples observado, como o ato de empurrar (causa inicial da aceleração) um objeto, e este se locomover no tempo e espaço, até que sob a força de atrito este pare e venha a encontrar repouso, observamos que para que o objeto viesse mover-se foi preciso que houvesse algo que o impelisse, uma força que causasse a impulsão. Por outro lado, ao mesmo tempo encontramos uma força contrária, o atrito (causa final da aceleração), que faz com que o objeto venha a fazer uma desaceleração a partir do momento em que foi impelido. Se tudo o que existe tem uma causalidade, não teria também o mundo uma força que o tivesse impelido a ser como é? Haveria uma causa inicial e final neste caso também?

Um bom exemplo nos é dado por Voltaire (provavelmente influenciado pelo pensamento Cartesiano). Para ele, ao olharmos uma máquina supomos que exista um mecânico, e que ao olharmos um relógio, com toda a complexidade de peças, engrenagens, parafusos e tudo o mais que nele há, também supomos que alguém o fez. Portanto, o relógio é uma prova inquestionável de que há o relojoeiro.

Alguns diriam: _A tese de que aquilo que existe veio de um Deus pessoal já é ultrapassada, sabemos que o mundo surgiu ao acaso a partir do big-bang, e daí a alguns milhares anos depois surgiu a vida a partir da evolução de minúsculos seres, até chegarmos aos peixes e passando pelos répteis, progressivamente chegando aos mamíferos e então aos primeiros hominídeos que de uma hora para outra, desenvolveram-se ao ponto, de adquirirem a razão. Curiosamente nessa mesma afirmativa aparece um pequeno e determinante detalhe: segundo alguns afirmam, somos primos dos macacos, temos ancestrais comuns e, mesmo assim, somos e agimos de formas tão diferentes. Não seria tudo isto obra de Deus, algo planejado, ou seja, idéia do próprio criador? Afirmar que a causa de tudo é o acaso é o mesmo que fazer adesão de fé ao nada.

Outros questionarão: _Ah, mais os religiosos não dizem que não condiz evolução com criação? Alguns sim, pois não compreendem o Gênesis, não interpretam a poesia da alegoria do Gênesis e fecham-se num pensamento que não abrange a totalidade. Esse não é o pensamento de todos e nem o da Igreja.



Sendo assim, Deus cria do nada uma matéria informe e a ela molda e dá forma. E isto Ele faz na mobilidade e mudança das coisas que é o que nos dá a possibilidade de perceber este espaço e tempo em que estamos inseridos. Segundo Agostinho, a mutabilidade não pode vir de Deus, pois Ele não pode ser e não ser ao mesmo tempo, pois é o Imutável e sua substância jamais varia com o tempo. A vontade de Deus vem de sua substância,

deste princípio deduz-se que Deus não quer ora isto, ora aquilo, mas que o que uma vez quis, simultaneamente e para sempre o quer. Não pode querer repetidas vezes nem querer agora uma coisa e logo outra, nem querer depois o que antes não queria ou deixar de querer o que queria, porque tal vontade sendo mutável, não é eterna; ora, o nosso Deus é eterno.

Entretanto, também segundo Agostinho, não pode haver tempo sem a variedade de movimentos: “Deus (...) não criou o mundo por um novo ato de vontade, e (...) nem a sua ciência pode sofrer alguma transição.” Sabendo disso como podemos compreender então, um mundo onde as coisas mudam?

Os evolucionistas concebem que tudo está em mutação, os religiosos cristãos dizem que tudo já foi criado desde o princípio e, assim, não admitem a evolução das espécies darwinista. No entanto, apesar de não ser aceita a evolução tal qual apresenta Darwin, a partir do proposto por Agostinho (grande pensador e santo cristão), há a possibilidade de se afirmar uma espécie de evolucionismo aceito por cristãos. Segundo esse viés agostiniano, permanece a imutabilidade, a qual fica contida nas razões seminais (rationes seminales), onde, de fato, tudo já foi criado no princípio, mas está para vir à tona. Pois, como uma semente que espera para germinar e se tornar uma planta, assim estão os germens que o criador colocou na natureza, desta forma pode se traçar um paralelo entre evolução darwinista e criação cristã. Com este pensamento, já na criação tudo o que há e está por vir a ser, já foi criado, pois está desde o princípio nas idéias de Deus ou projeto divino, e contido como germens prontos para brotar em seu devido momento.

Seguindo esta linha de raciocínio, ao pensar sobre o ser humano, nos deparamos com a mesma questão que indagou Pascal:

Que é o homem na natureza? É nada em relação ao infinito, é tudo em relação ao nada, algo de intermediário entre o nada e o tudo. Infinitamente distante de poder abraçar os extremos, o princípio e o fim das coisas lhe estão irremediavelmente ocultos em um impenetrável segredo, pois ele é igualmente incapaz de ver o nada do qual foi extraído, e do infinito pelo qual foi engolido.

Ou seja, vemos aqui a miséria e a grandeza do homem, sua grandiosidade em meio ao mundo, mas ainda assim um “caniço pensante”, que por pensar, torna-se grande e tornando-se grande percebe e reconhece sua pequenez, diante daquele que é infinitamente maior que ele.

Como se percebe, o mundo não surgiu de um nada ao acaso. É mais razoável e crível crer que o mundo foi feito pelo Criador Ex Nihilo (do nada), mas não que já tenha feito todas as coisas como são hoje. Seguindo o que fora dito por Agostinho, é possível conceber o big-bang e um possível evolucionismo, não tal qual o de Darwin, mas um evolucionismo que faz com que as coisas venham a ser outras, as quais não eram. Mas isto, somente a partir da concepção de criação total, pronta e acabada nas idéias Eternas de Deus, onde estão inseridos os germens, ou como diria Aristóteles a potência, e sendo tudo isto operado por Deus, artífice e razão de nossa subsistência. Considerando, no entanto, que esse mesmo Ser que é a causa, criador e princípio de tudo, é incausado, incriado e eterno, ou seja, sem um princípio, sem causa e que existe fora do tempo. Diria Aristóteles que Deus é o “motor imóvel” que move todos os outros motores.